Aqui estão os eventos em que participo: exposições, prêmios, trocas de gravuras, intervenções urbanas e o que mais acontecer.

Para acompanhar concursos, exposições, lançamento de livros e curiosidades, visite meu outro blog:
http://gabinetedecuriosidades.blogspot.com/

Maria Pinto

22 fevereiro 2021

Narrativas Visuais e o Fotolivro - Eder Ribeiro

 

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Os participantes desenvolverão projetos artísticos pessoais considerando todas as suas etapas: definição do conceito inicial, desenvolvimento, pesquisa de dispositivos formais, tendo como objetivo a produção de uma publicação (fotolivro/fanzine/outros).
 
Clique aqui e saiba mais!
 
 
 
 
 

Rua Capitão Macedo 370 - Vila Mariana – São Paulo - SP | (11) 2337 3015

2° Festival Camelo de Arte Contemporânea

Em 2016, foi realizado o primeiro Festival Camelo de Arte Contemporânea, um projeto que envolveu dezenas de artistas em workshops, feiras, leituras de portfólio, exposição e residência. O projeto foi realizado em espaços autônomos da cidade de Belo Horizonte e movimentou algumas dunas de lugar. De lá para cá, um bocado de coisas aconteceu tanto ao Camelo quanto ao deserto que nos levaram ao desejo de realizar uma segunda edição deste projeto. O 2° festival será composto por oficinas, exposições, palestras e bate-papos que serão realizados durante o 1° semestre de 2021.

Queremos realizar quatro exposições em espaços focados nas artes visuais aqui de BH e gostaríamos de te convidar para pensar essas mostras com a gente. Se tem uma produção artística recente, uma mostra coletiva ou quer fazer a curadoria de uma exposição que expresse aquilo que anda desenvolvendo em seu trabalho e reflita um diálogo com o contexto contemporâneo, leia o edital e participe.

CRONOGRAMA
– Inscrições: 
até 28 de março/2021, via on-line
– Taxa de inscrição:
 não
– Premiação: 
R$ 3.000,00 por projeto selecionado.
– Edital + Inscrição:
 http://bit.ly/3jZhOKp

exposição FLORESTA DE NÚMEROS - Emanuelle Moureaux


 Farol Santander São Paulo, centro de cultura, empreendedorismo, lazer e gastronomia, abre em 19 de fevereiro (sexta-feira), a primeira exposição no Brasil da artista e arquiteta francesa Emmanuelle Moureaux. Intitulada Floresta de Números, a mostra, com produção de Angela Magdalena (Madai) e Julia Brandão (Ayo) tem curadoria da própria artista, fica em cartaz até 23 de maio de 2021.

 Inspirada nas variadas camadas e cores de Tóquio, cidade que escolheu para viver, Emmanuelle criou para o seu trabalho o conceito de shikiri, que consiste na divisão e criação de espaços utilizando as cores como elementos tridimensionais.

 Desenvolvida por Moureaux em 2017 para a comemoração de dez anos do The National Art Center (Tóquio), a instalação que será exibida no 23º andar do Farol Santander é homônima ao título da mostra e conecta arte, design e arquitetura.

 “Esta imensidão colorida em nossa frente, acompanhada pelo silêncio desconhecido na cidade de São Paulo, nos transporta para a contemplação e relaxamento que muitos buscam em suas rotinas. Estamos lisonjeados por abrigar no prédio ícone de São Paulo, construído na década de 1940, a obra de uma artista que utiliza suporte contemporâneo e transita tão brilhantemente entre diferentes vertentes artísticas.”; destaca Patrícia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil.

 A obra de Emmanuelle Moureaux provoca uma sensação de quietude em todo ambiente expositivo, preenchido por mais de quinze mil peças numéricas de 0 a 9, feitas de papeis e fios em cem tonalidades de cores. Os números coloridos são suspensos no ar e alinhados em camadas, numa imersão à floresta colorida em grades tridimensionais, pela qual o público pode caminhar entre as fileiras numerais.

 A instalação Floresta de Números (2017) faz parte da série “100 cores”, iniciada em 2013 pela arquiteta, com obras que proporcionam um aumento do impacto visual ao público, quando se deparam com cem tonalidades de cores diferentes, sendo exibidas de forma simultânea e um mesmo ambiente. A obra já foi exibida em museus e galerias da Itália, França e Taiwan, além do Japão, sendo adaptada aos ambientes e espaços expositivos.

 Floresta de Números é apresentada pelo Ministério do Turismo e Santander, com patrocínio do Santander via Lei de Incentivo à Cultura. Realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Farol Santander São Paulo.

 Sobre Emmanuelle Moureaux

Nascida na França. Residente em Tóquio desde 1996. Fundadora da emmanuelle moureaux architecture + design. Inspirada pelas camadas e cores que constroem uma profundidade e densidade complexas nas ruas de Tóquio, e por elementos espaciais tradicionais japoneses, como painéis corrediços, ela criou o conceito de shikiri, que significa literalmente “dividir (criar) espaços com cores”. Usando as cores como sua assinatura, suas obras reúnem diversos projetos, incluindo o projeto arquitetônico para o Banco Sugamo Shinkin, a concepção do espaço do ABC Cooking Studio, instalações artísticas para a UNIQLO e ISSEY MIYAKE, a série de instalações artísticas "100 colors" (ou “100 cores”), e "Floresta de Números", no National Art Center de Tóquio. É professora adjunta na Tohoku University of Art and Design. 

Protocolos de segurança e saúde

Para zelar pela segurança e saúde de seu público e funcionários, haverá medição de temperatura e tapetes sanitizantes e secantes para ingresso no prédio; será obrigatório o uso de máscaras; dispensers de álcool em gel estarão disponíveis em todos os andares do edifício e o ambiente também contará com sinalizações para que todos respeitem o distanciamento de 1,5 metro. O Farol ainda reforçou o serviço de limpeza e higienização de todo o prédio.

 

Sobre o Farol Santander São Paulo

Desde sua inauguração, em janeiro de 2018, o Farol Santander já recebeu mais de aproximadamente 800 mil pessoas e 20 exposições de arte nos eixos temático e imersivo. As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício de 161 metros de altura que, por um longo período, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul.

 

As visitas começam pelo hall do térreo, onde os paulistanos e turistas acabaram de ganhar mais um espaço de conveniência. O Hall possui a Loja da Cidade, onde os visitantes poderão encontrar itens oficiais do Farol e de suas exposições; e mais uma unidade do Suplicy Cafés Especiais, que já ocupa o Mirante do 26º desde a inauguração.

 

Do 2º ao 5º andar os visitantes podem conhecer a história do prédio e da própria cidade, no Espaço Memória, que tem mobiliários originais feitos pelo Liceu de Artes e Ofícios nas salas de reuniões, diretoria e presidência. No 4º andar, uma instalação permanente e exclusiva do Farol Santander: Vista, desenvolvida pelo renomado artista brasileiro Vik Muniz.

 

No subsolo do edifício, está instalado o Bar do Cofre SubAstor, onde funcionava o cofre do Banco do Estado de São Paulo desde 1947 (tombado pelo Patrimônio Histórico). O bar é ambientado com as características da época e pitadas contemporâneas em design e mobiliários, com cartas de drinks especiais, além de comidinhas.

 

Serviço: Floresta de Números – Farol Santander

Farol Santander São Paulo - de 19/02 a 23/05

Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Telefone Farol Santander: (11) 3553-5627

Funcionamento: terça-feira a domingo

Horários: 10h às 20h

** Horários sujeitos a alteração de acordo com possíveis novas determinações das autoridades públicas. Consulte o site.

Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander) site e bilheteria física no local.

Compra online: https://bileto.sympla.com.br/event/66583/d/94542

Crianças de até 2 anos e 11 meses não pagam ingresso. A partir dos 3 anos, pagam meia entrada e, a partir dos 12 anos, é necessária a apresentação de RG e carteirinha de estudante para o pagamento da meia.

Classificação: Livre   

Brigada de incêndio e Seguranças: Efetivo total de 60 pessoas

Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino (4º, 8º, 21º, 22º, 23º, 24º e no 26º andar)

* Funcionamento com capacidade reduzida em 40%

*Tempo máximo de visitação ao prédio: 1h45

*Monitoria no andar

* Instalações acessíveis para cadeirantes

27 fevereiro 2020

TOQUE Instalação em processo | autoria compartilhada - Guarulhos


Convido todos a essa maravilhosa exposição que a cada etapa agrega novos trabalhos e experiências.

TOQUE
Instalação em processo | autoria compartilhada

O Centro Municipal de Educação Adamastor realiza, no dia 7 de março de 2020, sábado, às  16 hs, a abertura da mostra TOQUE, apresentando instalação colaborativa e modular composta por 256 autorretratos em relevo. Esses retratos (módulos) foram criados por pessoas com e sem formação artística, videntes e pessoas sem visão, pacientes psiquiátricos, entre outros. Embaralhando categorias, TOQUE traz à tona indagações sobre temas essenciais à vida contemporânea: identidade, alteridade, diversidade, acessibilidade, inclusão, relação individual/coletivo.

A instalação é composta por caixas de madeira vazadas (em cada vão situa-se um autorretrato), empilhadas e justapostas, compondo um espaço que convida à imersão. A presença da caixa, como elemento estrutural, acrescenta camadas de significado ao conjunto, remetendo a conceitos como mercadoria, estocagem, intercâmbio, confinamento, fragmentação. O visitante é convidado a tocar em toda a extensão dos relevos, o que imprime caráter lúdico e multissensorial à fruição, atraindo diferentes segmentos de público – entre eles crianças, adolescentes e pessoas com diferentes deficiências. 

PROJETO CONVIDADO

A presente montagem propõe um diálogo entre o conjunto de autorretratos empilhados em caixas e a Escultura da Diversidade, realizada por usuários do Centro de Atenção Psicossocial II de Salto de Pirapora, SP, sob coordenação de Fernanda Rodrigues Vieira. Na interlocução entre a pluralidade de TOQUE e a unidade escultórica dessa peça - construída a partir da moldagem de fragmentos dos corpos de seus coautores - encontramos novos caminhos de pesquisa e indagação sobre a natureza humana e sobre os sentidos do trabalho artístico colaborativo na arte e na cultura contemporânea.

PROCESSO 

A produção dos autorretratos vem se dando através de uma rede de oficinas - um processo iniciado em janeiro de 2016 que continua vivo, com novas peças sendo acrescentadas gradualmente ao conjunto. O projeto conta com o apoio de instituições e ateliers que sediam a produção dos módulos. Em Guarulhos o Atelier Conexões participa dessa rede de produção. A técnica empregada - sucata de papel e papelão com adição de cola branca (pva), simples e de baixo custo, viabiliza a expansão do projeto, que se estende atualmente por dez municípios paulistas.

A coautoria  de TOQUE inclui  pessoas atendidas pelas seguintes instituições:  Centros de Convivência e Cooperativa (CECCOs) - CECCO Eduardo Leite Bacuri-São Paulo, SP; CECCO Chico Mendes - São Paulo, SP; CECCO Interlagos- São Paulo, SP; CECCO Previdência, São Paulo, SP; UDJR - União dos deficientes de Jundiaí e Região, Jundiaí,  SP; APAE Tatuí, SP; CAPS-Centro de Atenção Psicossocial II de Salto de Pirapora, SP; Museu de Saúde Pública Emílio Ribas, São Paulo, SP (oficinas com participação de internos e pacientes atendidos pelo Hospital Franco da Rocha–Juquery). Artistas vinculados aos ateliers Conexões (Guarulhos), Grupo Olho Latino (Hortolândia) e Grupo Água Branca (São Paulo) também participam do projeto.
HISTÓRICO DE EXPOSIÇÕES

2019 - Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Cidade Universitária – USP, São Paulo, SP
2018 - Galeria Nilton Zanotti, Praia Grande, SP
2017/18 - Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins, Botucatu, SP; 
2017 - Museu da Cidade de Salto Ettore Liberalesso, Salto, SP; FUNARTE, São Paulo, SP 
2016/2017 - Museu de Saúde Pública Emílio Ribas, São Paulo, SP (obra convidada da mostra Mais Que Humanos. Arte no Juquery

SERVIÇO

Abertura:  7 de março de 2020, sábado, a partir das 16h
Período expositivo: de 08 de março a 24 de maio de 2020, 
Horário: todos os dias, exceto feriados
Local: Centro Municipal de Educação Adamastor
Endereço: Av. Monteiro Lobato nº 734 - Bairro Macedo - Guarulhos, SP
Telefone: Visitas mediadas – (11) 24515184
Entrada gratuita
Classificação etária livre

REGISTRO DAS MOSTRAS REALIZADAS






FICHA TECNICA DA MOSTRA 

Idealização e produção
Hélio Schonmann

Articulação da rede de oficinas
Adriano Gambim, Altina Felício, Ary Francon, Carmelina Monteiro, Celina Carvalho, Claudia Bassetto, Cris Lopes, Fernanda Rodrigues Vieira, Filomena Coleto, Izabel Tieco Kudo Koch, Junio Aparecido Santana, Lilian Amaral, Maíra da Cruz, Maria de  Lourdes Marszolek, Osmário Barreto, Paulo Pt Barreto, Paulo Cheida Sans, Pedro Couto, Ruy Sauerbronn, Selma Eufrázio, Sergio Andrejauskas Ferreira, Sergio Kon

CONTATO

helioschon@hotmail.com
(19) 997640107



a imagem e a palavra - encontro com Clarice LIspector - SP



Convido a todos para essa belíssima exposição na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Exposição faz releitura de Clarice Lispector com obras visuais
 
No mês da mulher, artistas plásticos homenageiam a escritora que completaria 100 anos em dezembro
A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP recebe a exposição "A Imagem e a Palavra – Encontro com Clarice Lispector". 

A partir de março, mês em que se comemora o Dia da Mulher, 33 artistas expõem seus olhares sobre a obra da consagrada escritora. São diversas técnicas, como gravuras, desenhos, pinturas, aquarelas e fotografias, além de instalações artísticas. A visitação é gratuita e aberta ao público em geral.

A proposta, que busca retratar a literatura pelas artes visuais, tem organização da aquarelista Altina Felício. "São produções desafiadoras para o artista visual. Porque envolvem a transformação, em imagens, da palavra de Clarice Lispector, que escreve de uma forma provocativa e que leva à reflexão", observa Felício, que também apresenta uma aquarela de sua autoria.

No dia 10 de dezembro de 2020, Clarice Lispector faria 100 anos. Ela morreu um dia antes de completar 57 anos, em 1977, por complicações de um câncer no ovário. Dois meses antes, a judia nascida na Ucrânia e radicada em Pernambuco publicou A Hora da Estrela, que viria a se tornar um dos seus mais conhecidos romances.

A série "A Imagem e a Palavra" já apresentou trabalhos visuais sobre as obras de Jorge Amado, Mário de Andrade e Darcy Ribeiro, além dos poemas japoneses haikai.

Na BBM, "A Imagem e a Palavra – Encontro com Clarice Lispector" pode ser visitada gratuitamente. A partir de 9 de março até 30 de abril, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h. O endereço é rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária – campus Butantã da USP em São Paulo (SP). Mais informações em www.bbm.usp.br ou pelo telefone (11) 2648-0841.

17 outubro 2019

4th Global Print 2019 - espaço Cultural Miguel Torga - São Martinho de Anta - Portugal





The Director/Curator of the 4th Global Print 2019, Nuno Canelas, has the
pleasure to invite you and your family to the Opening of the
International exhibition in the Teixeira Lopes Museum/Diogo de Macedo
Galleries in Vila Nova de Gaia city (Porto), in the upcoming day 1st
August, 9.30pm.
As well, in the upcoming 2th August in Régua City – Douro Museum, 4.30
pm and Audir, 9.30 pm.

These exhibitions will be open until 30th September, just like the other
exhibitions that make part of the 4th Global Print.

EXHIBITIONS

ALIJÓLibrary of Alijó | Municipal Swimming Pool | Municipal Auditorium
CELEIRÓSWine Farm of Portal
FAVAIOSWine and Bread Museum
RÉGUAMunicipal Auditorium | Douro Museum
S. MARTINHO DE ANTAMiguel Torga Cultural Center
VILA NOVA DE GAIATeixeira Lopes Museum | Diogo de Macedo Art Gallery
VILA REALVila Real Theater

www.globalprintdouro.com
www.facebook.com/BienalDouro
www.bienaldouro.com

4 GLOBAL PRINT 2019 | 62 PAÍSES COUNTRIES | 500 ARTISTAS ARTISTS
tive a felicidade de ser uma dos artistas convidados
minha obra está no espaço Cultural Miguel Torga

Rua Miguel Torga,
5060-449 S. Martinho de Anta
GPS41°15'50.53"N 7°37'13.99"W
Telefone:
(+351) 259 938 017
(+351) 259 937 120

Horário de Funcionamento:

Abril a Outubro:

3ª a 6ª feira: 09h - 12h30 / 14 - 17h30
Sábados e Domingos: 10h - 12h30 / 14h - 18h30
Encerrado à 2ª feira e feriados

Novembro a Março:
3ª a 6ª feira: 09h - 12h30 / 14 - 17h30
Sábados e Domingos: 09h - 12h30 / 14h - 17h30
Encerrado à 2ª feira e feriados



pode-se visitar virtualmente o espaço em que está a minha obra no link:








25 abril 2019

Exposição A Imagem e a Palavra - Mar Morto, Jorge Amado - Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) – Sala BNDES

 
 
Universidade de São Paulo
 
obra de Maria Pinto 
 
Exposição reúne obras inspiradas pelo primeiro livro de Jorge Amado

Com diferentes técnicas, artistas recontam as histórias da beira de um cais da Bahia presentes no livro Mar Morto
 
A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin recebe a partir do dia 8 de maio a exposição "A Imagem e a Palavra - Mar Morto, Jorge Amado", com idealização e coordenação da artista plástica Altina Felício.
 
Não é a primeira vez que a BBM recebe o encontro entre a imagem e a palavra. Após uma experiência bem sucedida do mesmo projeto baseada no clássico Macunaíma, de Mário de Andrade, a escolha do romance para a nova mostra foi espontânea. A coordenadora do projeto explica: "Para a Biblioteca Brasiliana Mindlin, pensei em um escritor brasileiro, bem conhecido. Como gosto muito de Jorge Amado, lembrei do primeiro livro dele. Depois de bastante pesquisa e de reler o livro, não tive dúvida de minha escolha”.
 
 Altina convidou diversos artistas para desenvolverem obras após a leitura do livro. Eles transformaram a palavra do reconhecido escritor em gravuras, aquarelas, pinturas, cerâmicas, fotografias, desenhos, técnicas mistas e instalações. “A exposição é feita com artistas convidados, alguns conhecidos e outros por indicação. Gosto de dar oportunidade para aqueles que ainda não participaram dos meus projetos. O que eles têm em comum é o ofício de um artista visual: trabalho e conhecimento”, explica.
 
Mar Morto 
 
Em 1936, aos 24 anos, Jorge Amado publica Mar Morto, um livro poético que descreve a vida dos marinheiros no cais de Salvador.  Ele apresenta ao leitor as desventuras e amores da luta diária de trabalhadores pela sobrevivência. Com descrições ricas sobre a cor, as cerimônias religiosas de matriz africana, assim como músicas e outras manifestações culturais, o livro é um marco para a valorização dos costumes e das tradições que formam o povo brasileiro.

A leitura, que acabou se mostrando envolvente, instigante e provocativa para os artistas visuais convidados para o projeto, é também contemporânea ao relatar os naufrágios de um povo que busca uma vida melhor, como tem acontecido nas atuais ondas migratórias.

Também em um paralelo com a atualidade, Altina convida o público a pensar o título da obra. " Ele escolheu como título para seu romance o nome "Mar Morto", é claro que em outro contexto, mas para mim este nome traz as imagens contemporâneas de animais marinhos mortos e a quantidade do lixo de uma sociedade humana que não pensa na natureza como ser vivo e no quanto dependemos dela para nossa sobrevivência".

Serviço

Exposição A Imagem e a Palavra - Mar Morto, Jorge Amado

Abertura: 8 de maio – das 16h às 20h, com apresentação do conjunto musical Mosaico
Visitação | De 8 de maio a 31 de maio – das 8h30 às 18h30 (segunda a sexta-feira).
Onde | Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) – Sala BNDES
Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo – SP
O local possui acessibilidade para cadeirantes.
Quanto | Gratuito
Agendamento de Monitoria | educativo@bbm.usp.br

03 agosto 2018

exposição Macunaíma - Biblioteca Brasiliana - Guita e José Mindlin - USP - SP



Macunaíma é tema de exposição que destaca a imagem e a palavra
A mostra gratuita reúne 39 artistas plásticos, entre novos e consolidados, que traduzem para as telas a obra de Mário de Andrade
Traduzir a obra do escritor Mário de Andrade para as artes plásticas foi a motivação principal da exposição Macunaíma, que será realizada na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, a partir de 3 de agosto, com a co-organização da artista plástica Altina Felício. A mostra reúne várias técnicas e segue até 4 de setembro.

Com desenhos, aquarelas, pinturas, fotografias, gravuras, instalações e uma pequena escultura a exposição pretende trazer em outra linguagem um pouco da complexidade que o autor modernista criou em sua obra.

“O projeto surgiu  da vontade de escolher um escritor e convidar artistas visuais para traduzir a sua linguagem. Escolhi Macunaíma, de Mário de Andrade, leitura breve e instigante, por ser muito provocativa ao artista visual. Inicialmente seriam 15 artistas, mas o projeto cresceu e convidei mais, pois com tantas técnicas a exposição fica mais próxima do que Mário de Andrade escreveu: inúmeros mitos, lendas, Macunaíma na Amazônia e de repente no Sul do Brasil”, relata Altina.
 
A exposição Macunaíma traz para a contemporaneidade um pouco do herói ou anti-herói brasileiro.

“É interessante notar a sutileza como ele cria Macunaíma, na figura do cidadão brasileiro, se colocando como herói ou anti-herói diante da nossa realidade e das responsabilidades de  nossas escolhas. É um livro pequeno, uma rapsódia, que ao mesmo tempo é tão grande pela complexidade e em nossa exposição, com tantos participantes e técnicas, conseguir ser ao mesmo tempo tão objetiva”, destaca a co-organizadora.
 
Com mais de trinta anos de carreira Altina Felício não faz distinção entre artistas novos e consolidados no meio quando faz os seus convites para as exposições. Segundo ela é exatamente essa alternância que traz uma motivação especial.

“Organizo exposições desde 2011 e a minha intenção sempre foi abrir espaço para quem nunca expôs e para as estrelas, artistas com carreira consolidada, pois vemos a humildade destes expondo o trabalho com quem está começando”, valoriza.

Responsável pela criação do projeto, a artista não se considera curadora da exposição já que, segundo ela, não há uma seleção de obras, mas sim uma provocação ao artista sem uma indicação do que vai ser exposto.

A exposição trará em sua abertura um show do conjunto musical Mosaico, composto por pacientes psiquiátricos do Centro de Convivência e Cooperativa Eduardo Leite - CECCO Bacuri - unidade municipal de saúde que visa a promoção, a prevenção, a manutenção e a recuperação da saúde global das pessoas, de crianças até idosos -, local onde Altina ministra aulas de desenho. A direção do musical é do psiquiatra e músico Hélio Cherubini e da coordenadora Mara Quintanilha.

Texto | Elcio Silva
Imagens | Xilogravuras de Angela Leite

Serviço
Exposição Macunaíma
Abertura | 3 de agosto de 2018, 14h,
com apresentação do conjunto musical Mosaico.
Visitação | De 6 de agosto a 04 de setembro
das 9h às 18h (segunda a sexta-feira)
Onde| Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM)
Sala BNDES - entrada pela editora EDUSP
Rua da Biblioteca, S/N, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo - SP.
Quanto | Gratuito